É possível um elefante passar por um buraco de agulha?
Raios
de luz, pasando por um furinho em uma câmera escura, poderão fazer não
só o elefante mas um mundo atravessar por aquele buraquinho.
A
luz com suas propriedades físicas desempenha um papel instigante no
processo de registro de imagens. Nesse trabalho são descritos o
princípio de obtenção de imagens fotográficas e também como uma simples
latinha pode ser transformada em uma "máquinha fotoráfica", denominada
câmera pinhole.
Na Galeria Pinhole estão postadas fotos tiradas pelo Autor utilizando suas "máquinas" artesanais.
Em Vídeos o visitante encontrará clipes sobre tópicos desse universo que é a fotografia pinhole. Princípio
Basicamente,
uma pinhole é uma câmara escura com um furinho em um dos lados (feito
com uma agulha) e com uma folha de papel fotográfico preso no outro. Ao
se abrir o furinho a luz penetrará na câmara e fixará a imagem no papel
fotográfico por meio de uma reação química entre a luz e a película
existente no papel fotográfico.
Em
uma máquina convencional e mesmo nas modernas digitais, o papel da
lente é focalizar o objeto e dar nitidez à imagem fotografada. O
diafragma e a velocidade do disparador controlam a quantidade de luz
que entra na máquina. As máquinas automáticas fazem todo esse ajuste.
No
caso da pinhole é o furinho que faz esse papel e por isso ele deve ser
o menor possível. Isso é importante, pois a quantidade de luz é
regulada pelo diâmetro do furinho e pelo tempo que o mesmo permanece
aberto ao se fotografar. Como esse diâmetro é constante, o tempo de
exposição é enorme em comparação com as máquinas convencionais,
variando de 10s segundos a minutos, dependendo da quantidade de luz
ambiente no momento da foto.
Breve histórico
Um
dos primeiros registros da câmara escura pode ser visto no desenho que
ilustra a observação que o astrônomo Gemma Frisius fez do eclipse solar
de 1544 a partir de um quarto escuro.

No
século XVII alguns artistas como o holandês Johannes Vermeer
(1632-1675) utilizava o princípio da câmara escura em seu trabalho para
ajustar os cenários da pintura.
A
partir dos anos 40, as câmeras pinholes foram utilizadas pela física
nuclear para fotografar raios X de alta energia e raios gamas.
Nos
últimos 20 anos as pinholes têm sido usadas em naves espaciais para
estudar a radiação solar e também para fotografar altas energias em
plasmas.
As
primeiras fotos pinholes datam dos anos de 1850 e nos anos seguintes já
havia um comércio dessas câmeras. Nos dias de hoje esse comércio é
profícuo, sendo possível encontrar câmeras pinholes sofisticadas. Em
alguns modelos o buraco de agulha é feito com luz laser e seus preços competem com o custo das modernas câmeras.
A utilização da Pinhole Por ser de fácil construção, a pinhole pode ser utilizada como recurso didático em diferentes áreas do conhecimento.
Além
das infinitas possibilidades de sua utilização no ensino de Artes e
História, ela também pode ser utilizada em Ciências, pois facilita a
compreensão, por exemplo, do processo de formação da imagem no olho,
além de conceitos da ciência envolvidos nos fundamentos da fotografia.
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